sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carnaval 1: se não estão em campanha, devem ser é muito baladeiros

José Serra e Dilma Rousseff fazem questão de dizer que não estão em campanha. Certíssimo: a campanha só começa em julho, quando as candidaturas forem registradas no TSE. 


Sendo assim, a única explicação que eu encontro para a agitada agenda carnavalesca dos dois é o fato de ambos serem nacionalmente conhecidos como grandes baladeiros de pique ímpar: pouquíssimos devotos de Momo, fãs de axé e com o samba no pé têm fôlego pra ir aos carnavais de Recife e Salvador no mesmo dia, não é? 



Dilma, Serra e Ciro usam Galo da Madrugada para fazer corpo-a-corpo com multidão

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BRENO COSTA
da Agência Folha, em Recife
Os principais pré-candidatos à Presidência da República promoveram hoje em Recife (PE) um corpo-a-corpo com foliões durante o desfile do Galo da Madrugada, maior bloco carnavalesco do mundo.
O governador tucano José Serra (PSDB-SP), a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) caminharam em meio à multidão, distribuindo sorrisos e acenos para o público durante o percurso.
Distante três quilômetros de Ciro e Dilma, Serra andou cerca de 150 metros até o camarote do bloco, onde assistiu parte do desfile. No caminho, pequenos grupos gritaram o nome da petista por quatro vezes. "Não ouvi nada", disse o governador.
Na entrada do camarote, um incidente: um homem tentou furtar o celular do deputado federal Raul Jungmann, que acompanhava a comitiva. Jungmann reagiu e deu uma "gravata" no suspeito. Os seguranças agiram. Serra já havia entrado e não viu a cena.
A ministra e o deputado acompanharam o desfile no camarote oficial do governo do Estado, ao lado do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. Permaneceram lado a lado o tempo todo, como deseja o PSB,que tentar mostrar que é possível colocar dois presidenciáveis governistas no mesmo palanque.
"Essa imagem [dos dois juntos] significa que o projeto iniciado pelo presidente Lula vai continuar", disse Campos. "Dilma não é adversária", afirmou Ciro. "Não temos antagonismo, somos amigos", declarou. Dilma reforçou o discurso, dizendo também que o deputado era seu amigo.
Nenhum dos três presidenciáveis admitiu, entretanto, que estavam em Recife para melhorar a exposição diante dos eleitores --o Galo da Madrugada reúne 1,5 milhão de pessoas. "Eu não vim fazer política", disse Serra. "Vim participar da folia," O governador tucano lembrou que já foi a Pernambuco diversas vezes, como governador ou não.
Coube a Ciro mais uma vez atacar Serra. Disse que era "mais fácil o boi voar" do que o governador ter empatia com os nordestinos. Sobre a presença inédita do tucano no desfile, afirmou que "antes tarde do que nunca".








Presidenciáveis fazem campanha no Galo da Madrugada

No mesmo camarote de Dilma, em Recife, Ciro ataca e diz que Serra não tem identificação com Nordeste
Denise Madueño e Ângela Lacerda, de O Estado de S.Paulo
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Carnaval eleitoral: Dilma e Ciro viram bloco do camarote de Eduardo Campos (centro)
Dida Sampaio/AE
Carnaval eleitoral: Dilma e Ciro viram bloco do camarote de Eduardo Campos (centro)
RECIFE - Os pré-candidatos à presidência da República José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Ciro Gomes (PSB) transferiram para Recife a disputa por espaço neste carnaval. Sem que nenhum admitisse o interesse pela busca de eventuais votos nas urnas em outubro, Dilma e Ciro assistiram ao desfile do Galo da Madrugada no camarote do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do prefeito, João da Costa (PT), enquanto Serra, no outro extremo da avenida Guararapes, fazia corpo-a-corpo com os foliões do bloco, considerado o maior do País, capaz de arrastar até dois milhões de pessoas.

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linkCandidatos e carnaval: 'legitimação social'

Com o sol a pino, Serra acompanhou o trio elétrico e enfrentou por cerca de meia hora uma multidão compacta. Acenou, beijou, ouviu declarações de votos, posou para fotos e disse não ter ouvido o grito do nome de Dilma Rousseff, sua principal adversária na corrida presidencial, disparado por alguns foliões que o avistaram.

Distante cerca de um quilômetro de Serra, Ciro Gomes ironizava a disposição do governador paulista. Ele descartava qualquer semelhança entre Serra e o Nordeste. "É muito mais fácil boi voar do que Serra ter identificação com o Nordeste", disse Ciro. "Isso é uma questão de bofe (entranhas)", continuou o deputado. "É importante que (Serra) venha para conhecer o mundo real, pelo menos uma vezinha na vida. É legítimo que ele venha em uma das festas mais importantes do País". Ciro aproveitou para acusar Serra de, como governador de São Paulo, patrocinar uma guerra fiscal contra os Estados da região.


O governador e presidenciável tucano, José Serra, enfrentou a multidão por cerca de meia hora

A resposta a Ciro partiu do deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA): "Ciro ama tanto o Nordeste que mudou o seu título de eleitor para São Paulo". Dilma fez papel mais polido do que Ciro. Disse não ter problemas com Serra e que não foi ao carnaval em São Paulo por questão de agenda e não por causa do governador. "Eu errei a data. Tinha de ter ido ao ensaio, mas não pude, porque estava com o presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) na data. Somos todos civilizados e São Paulo tem hoje um carnaval respeitado", disse a ministra.

O mais 'doidão'

Dilma e Ciro aproveitaram a alta popularidade do governador Eduardo Campos. Assistiram ao desfile por cerca de duas horas, acenando do camarote. Dilma batia palmas, fazia movimentos acompanhando o ritmo dos trios elétricos e gestos demonstrando apreço à festa. Por várias vezes, ela bateu com a mão no peito, principalmente quando ouviu a música com o refrão: "Sou brasileiro/com muito orgulho/com muito amor".    

O presidenciável do PSB, Ciro Gomes, também visitou o carnaval de Olinda, em Pernambuco

Trios elétricos faziam reverência ao governador. Ele chegou a ser chamado de "o governador mais doidão" por um dos puxadores de frevo. Fafá de Belém, de cima do trio elétrico com o cantor Gustavo Travassos e após cantar o Hino Nacional em ritmo peculiar para o momento, repetia "meu coração só tem Arraes", música tema de campanha de 1986 do ex-governador Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos.

Com calça comprida branca, Dilma chegou ao encontro do governador no Palácio das Princesas já com a camisa oficial do carnaval recifense. 

Amizade

Ciro Gomes havia chegado minutos antes ao Palácio. "Em nenhuma circunstância sou adversário de Dilma. Adversário é quando há antagonismo conceitual. Nós dois não temos. Somos bons amigos, inclusive", disse. O deputado continua em campanha pela presidência, seguindo o roteiro acertado com o PSB, com o PT e com o presidente Lula, que resultará na definição sobre o seu futuro político em março.

No próximo mês, os governistas esperam que o quadro na oposição esteja mais claro com o fim do prazo para que Serra deixe o governo paulista na busca pela eleição à presidência. O governador Eduardo Campos foi diplomático com a presença dos dois pré-candidatos governistas. "Isso mostra que o projeto iniciado pelo presidente Lula vai continuar", disse Campos.

Longe de Recife, a senadora Marina Silva, candidata do PV na disputa presidencial, acabou presente na avenida Guararapes. Um grande boneco, desses que enfeitam o bloco Galo da Madrugada, com a imagem de Marina desfilou em ritmo de frevo na frente do camarote governista.

Dilma, Serra e Ciro usam Galo da Madrugada para fazer corpo-a-corpo com multidão

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BRENO COSTA
da Agência Folha, em Recife
Os principais pré-candidatos à Presidência da República promoveram hoje em Recife (PE) um corpo-a-corpo com foliões durante o desfile do Galo da Madrugada, maior bloco carnavalesco do mundo.
O governador tucano José Serra (PSDB-SP), a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) caminharam em meio à multidão, distribuindo sorrisos e acenos para o público durante o percurso.
Distante três quilômetros de Ciro e Dilma, Serra andou cerca de 150 metros até o camarote do bloco, onde assistiu parte do desfile. No caminho, pequenos grupos gritaram o nome da petista por quatro vezes. "Não ouvi nada", disse o governador.
Na entrada do camarote, um incidente: um homem tentou furtar o celular do deputado federal Raul Jungmann, que acompanhava a comitiva. Jungmann reagiu e deu uma "gravata" no suspeito. Os seguranças agiram. Serra já havia entrado e não viu a cena.
A ministra e o deputado acompanharam o desfile no camarote oficial do governo do Estado, ao lado do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. Permaneceram lado a lado o tempo todo, como deseja o PSB,que tentar mostrar que é possível colocar dois presidenciáveis governistas no mesmo palanque.
"Essa imagem [dos dois juntos] significa que o projeto iniciado pelo presidente Lula vai continuar", disse Campos. "Dilma não é adversária", afirmou Ciro. "Não temos antagonismo, somos amigos", declarou. Dilma reforçou o discurso, dizendo também que o deputado era seu amigo.
Nenhum dos três presidenciáveis admitiu, entretanto, que estavam em Recife para melhorar a exposição diante dos eleitores --o Galo da Madrugada reúne 1,5 milhão de pessoas. "Eu não vim fazer política", disse Serra. "Vim participar da folia," O governador tucano lembrou que já foi a Pernambuco diversas vezes, como governador ou não.
Coube a Ciro mais uma vez atacar Serra. Disse que era "mais fácil o boi voar" do que o governador ter empatia com os nordestinos. Sobre a presença inédita do tucano no desfile, afirmou que "antes tarde do que nunca".




Candidatos usam o carnaval para 'legitimação social'

Para pesquisadora, proximidade com o público faz os foliões terem uma identificação maior com os candidatos
Bruno Siffredi, do estadao.com.br
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Dilma, Serra e Ciro devem participar do maior bloco carnavalesco do país, o Galo da Madrugada

SÃO PAULO - Três dos principais pré-candidatos ao Palácio do Planalto vão intensificar nos próximos dias suas agendas para tentar garantir exposição nas maiores festas carnavalescas do País. A presença dos candidatos no Carnaval "é uma forma de legitimação social e uma forma também de aparecer", afirma a pesquisadora Rúbia Lóssio, do Núcleo de Estudos Folclóricos Mário Souto Maior, vinculado à Fundação Joaquin Nabuco, de Recife. "Eles têm um benefício com relação à comunicação e na questão do marketing."

Ela explica que a proximidade dos políticos com os eleitores durante as festas de Carnaval propicia uma "comunicação face a face" que faz os foliões terem uma identificação maior com os candidatos. Nesse período as pessoas estão mais relaxadas e abertas à mensagem dos políticos, ou seja, mais "vulneráveis", nas palavras da pesquisadora.

Em comum na agenda de Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Ciro Gomes (PSB), caso as agendas permitam, será a participação no bloco do Galo da Madrugada, de Recife, considerado o maior bloco de carnaval do mundo. O tradicional desfile pernambucano, que é realizado desde 1977, pode ser palco de um encontro inusitado entre os pré-candidatos.

Rúbia Lóssio conta que a participação dos políticos no Carnaval de Recife se intensificou quando as prefeituras passaram a participar da organização. "Os políticos (locais), como querem votos, investem nessas agremiações, patrocinam e dão dinheiro", explica.

A pesquisadora acredita que participação crescente de políticos nas festas pode dar um "impulso" para o surgimento de blocos "a favor ou contra o sistema, a ordem pública e os políticos". Foi o caso, por exemplo, das "homenagens" de blocos cariocas ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, preso na quinta-feira, 11, em Brasília.

Estratégia

A ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, tem até o momento a agenda mais intensa no Carnaval. Seu primeiro compromisso será no desfile do Galo, a convite do governador Eduardo Campos (PSB). De lá segue para Salvador e, depois, Rio de Janeiro.

Segundo a pesquisadora, a estratégia da candidata do governo é acertada, pois alguns eleitores têm o primeiro contato com os candidatos durante o período festivo. "Gente que não conhecia os políticos, às vezes conhece no carnaval", afirma.

Rúbia Lóssio conta que em Recife, onde as máscaras e a sátira dos políticos são um elemento comum nas festas populares, os produtos relacionados à pré-candidata do PT ainda não deslancharam. "A máscara de Dilma aqui não é tão vendida", relata.

A pesquisadora acredita que seja uma característica da cultura popular se apropriar de elementos mais próximos do próprio cotidiano. "Quando (o candidato) está próximo, o povo absorve bem mais, então talvez (Dilma Rousseff) esteja muito afastada da realidade neste momento", indica.

O governador do São Paulo e pré-candidato do PSDB, José Serra, também pretende marcar presença nas festas de Carnaval. Serra busca exposição no Nordeste do País e, para isso, planeja ir para Recife e Salvador. Entretanto, devido aos problemas que a chuva vem causando em São Paulo, o governador deverá cancelar a visita se os alagamentos persistirem durante o carnaval.

Por sua vez, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que também recebeu convite de Eduardo Campos, confirmou presença em Recife no sábado. De lá, ele segue para o Rio, onde passará o carnaval ao lado de sua mulher, a atriz Patrícia Pillar.

Exceção

A exceção à folia é a senadora Marina Silva (PV), que vai ficar em Brasília, onde pretende dedicar seu tempo à família. Conhecida por sua religiosidade, a senadora informou através de sua assessoria que não vai participar dos eventos carnavalescos e não pretende desfilar por nenhuma escola.




Embora neguem de pés juntos, presidenciáveis colocam o bloco na rua no Galo da Madrugada

POSTADO ÀS 15:55 EM 13 DE FEVEREIRO DE 2010
 
Foto: Marcos Michael/JC Imagem
O presidenciável tucano José Serra colocou literalmente o bloco na rua hoje no desfile do Galo da Madrugada. Ele negou estar fazendo campanha, disse que seguer estava pedindo votos, que veio ver a manifestação popular, mas fez questão de posar para fotos ao lado de foliões e chegou a descer do palanque oficial do Galo da Madrugada,  maior bloco carnavalesco de rua do mundo, na Praça Sérgio Loreto, para caminhar no meio da multidão, em companhia dos senadores Jarbas Vasconcelos e Sérgio Guerra, presidente do PSDB. 

“Se fosse campanha, eu estaria pedindo votos”, afirmou. "Eu não vim fazer política", disse Serra. "Vim participar da folia,"  O governador tucano lembrou que já veio a Pernambuco diversas vezes, como governador ou não.

O Galo da Madrugada reúne 1,5 milhão de pessoas, mas nenhum dos presidenciáveis admitiu que estavam em Recife para melhorar a exposição diante dos eleitores.

Serra saiu do hotel por volta das 10 horas e chegou por volta das 11. Assistiu parte do desfile e mandou-se para Salvador, onde hoje à noite vai estar no camarote de Daniela Mercury. 

Antes de viajar para salvador, o governador de São Paulo chegou a dar uma declaração ao Blog de Jamildo que pareceu um recado aos petistas. “Nunca tenho medo de nada que tenha a ver com povo”, explicou após ter feito o corpo a corpo com os eleitores ou foliões, conforme seja.

No camarote do Galo, o governador de São Paulo, sempre muito sisudo, recebeu e colocou por poucos segundos um chapéu de Mateus que havia ganhado do senador Sérgio Guerra. No palanque, a passagem do político causou uma pequena confusão, com a profusão de repórteres e cinegrafistas, na sua escolta.

"Ele ficou alucinado (com o Galo). Tá a maior confusão na cabeça dele", disse Sérgio Guerra, quando questionado sobre a reação do político paulista.

O presidenciável tucano José Serra desceu do camarote do Galo da madrugada
 por volta das 11 horas. A ideia foi dada pelo senador Jarbas Vasconcelos e tocada pelo deputado estadual Pedro Eurico, coadjuvado por Terezinha Nunes. A intenção de Jarbas era mostrar que popularidade não é monopólio de qualquer político. Acabou roubando a cena, pois surpreendeu a toda imprensa que acompanhava o jogo de cena político no local.

O tucano andou sob um sol escaldante, ao som de uma apropriada música de Almir Rouche (Ai que calor!), no meio da multidão do Galo da Madrugada, por cerca de meia hora. Uma ou outra pessoa perdida gritava que era Lula ou Dilma, mas nada que tivesse criado constrangimento ao presidenciável tucano. Na caminhada, foi reconhecido por alguns e provocado por outros. “Voto em Dilma (Rousseff)”, disse uma eleitora.
Momentos antes, o senador Sérgio Guerra brincava com a iniciativa, quando perguntado sobre os próximos passos da campanha. “Vamos descer lá embaixo, andar no meio do povo. Esses são os próximos passos”.
“Vi muita amizade e carinho. Fiquei felicíssimo de ter vindo, andado entre as pessoas”, falou Serra, depois do passeio, com seguranças.

Ciro bate e leva
No mesmo evento, embora distante mais de um quilômetro, o presidenciável Ciro Gomes lançou provocações ao tucano, que não cedeu ao ataque. Mais cedo, conforme antecipou o blog, Ciro disse que seria mais fácil um boi voar do que Serra conseguir identificação com o nordeste.

A resposta coube ao aliado Jutahy Magalhães Júnior, que bateu em Ciro. “Ele tem tanto amor pelo Nordeste que mudou o título para São Paulo”. O ônibus de Serra já ia partindo quando o baiano veio na porta do ônibus para dar a resposta. “Isto é esperneio de quem está sendo esmagado em sua candidatura”, afirmou.
O presidente do PSDB,. Sérgio Guerra, disse que Ciro era um garoto propaganda e que ele não entendia nada de bois.
Veja galeria de fotos no JC Online


Dilma e Ciro ainda precisam se tornar mais conhecidos em Pernambuco

POSTADO ÀS 16:50 EM 13 DE FEVEREIRO DE 2010
Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem
O Galo da Madrugada serviu como um grande teste de popularidade para os pré-candidatos governistas, ministra Dilma Rousseff (PT) e deputado federal Ciro Gomes (PSB). Ambos estiveram ao lado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), numa verdadeira maratona sob um sol escaldante.
Ficou evidente que, a princípio, os dois não são caras tão conhecidas pela população pernambucana. Na caminhada da sede do governo, o Palácio do Campo das Princesas, até a Avenida Guararapes, onde estavam os camarotes, Eduardo era o mais assediado. Apenas uma pessoa gritou o nome da ministra Dilma, que na área VIP da Prefeitura do Recife chamou mais atenção que Ciro, principalmente ao balançar uma bandeira de Pernambuco para os foliões. Os dois pré-candidatos ensaiaram um remelexo ao ouvir a música "Madeira do Rosarinho", clássico de Capiba.
Questionada sobre que nota se daria caso o Carnaval fosse um teste de popularidade, Dilma desconversou e não respondeu (veja vídeo).
Do Recife, a ministra seguiu para Salvador e depois deve ir ao Rio de Janeiro. "Quando a gente vai a um, desperta o ciúmes do outro. Gosto muito do Eduardo (Campos), do Jaques (Jaques Wagner, governador da Bahia) e do Sérgio Cabral (governador do Rio de Janeiro)".
Dilma negou que sua ausência no Carnaval de São Paulo esteja ligada ao fato de José Serra (PSDB), seu rival nas eleições, ser o governador de lá. "Errei a data. Tinha de ter ido no ensaio, mas não pude ir porque estava com o presidente no dia. Somos todos civilizados. São Paulo tem hoje um Carnaval respeitável", afirmou.
Assim como Ciro e Serra, a ministra disse que não estava na cidade em campanha. "De hoje até Quarta-feira de Cinzas não tem política. É só Carnaval. O Carnaval do Recife é uma maravilha. Voltarei sempre".
Ciro Gomes também disse que estava na cidade exclusivamente por motivos carnavalescos. O deputado fez questão de afagar a ministra que respondeu da mesma maneira. "Em nenhuma circunstância eu sou adversário da Dilma. Somos candidatos. Adversário é quando você tem um antagonismo conceitual. Nós dois não temos. Somos bons amigos, inclusive", disse Ciro. "A minha relação com Ciro é uma relação especial. Independe do que ocorrer. Gosto demais do Ciro. Acho ele uma pessoa muito decente", retribuiu Dilma.
A metralhadora verbal do deputado federal desta vez voltou-se para José Serra. "É importante que (Serra) venha para ele conhecer o mundo real pelo menos uma vezinha na vida", disparou. Disse ainda que será difícil haver uma aproximação do pré-candidato do PSDB com o Nordeste. "É muito mais fácil um boi voar do que ele se identificar com o Nordeste. Inclusive hoje, enquanto governador de São Paulo, faz guerra fiscal com o Nordeste".
Ciro também falou da política local disse não acreditar que Jarbas Vasconcelos (PMDB) sairá candidato ao governo do Estado. "É um palpite de quem conhece um pouco a vida. Eduardo está preparado, com o extraordinário governo que está fazendo, para vencer qualquer cenário. Jarbas já foi governador. Eu já fui governador e nunca mais vou ser candidato a governador do Ceará. Não quero". Ao ser perguntado se gostaria de governar São Paulo, disse que não, pois era candidato a presidente e voltou a afirmar que nada era definitivo. "Definitivo só a morte. Ele perguntou se eu queria (ser candidato a governador de São Paulo). Eu disse que não. Não se pode disputar duas coisas na mesma eleição. Como sou candidato a presidente, não posso ser a governador".
Ciro Gomes ainda teve fôlego para ir a Olinda, onde almoçou. De Pernambuco ele segue para o Ceará. Visitará a mãe em Fortaleza, passa por Sobral e depois vai ao Rio de Janeiro.

Serra faz corpo a corpo durante carnaval em Recife


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Letícia Lins
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RECIFE - O governador de São Paulo, José Serra, foi para Recife neste sábado assistir ao desfile do Galo da Madrugada. No meio da multidão, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República aproveitou para fazer corpo a corpo.
- Não tenho medo de nada que tenha a ver com povo - disse.
Além de Serra, a ministra Dilma Rousseff e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) foram ao carnaval de Recife. Ciro não perdeu a oportunidade de criticar o tucano, dizendo que era mais fácil um boi voar que o governador ter identificação com o povo nordestino. Serra evitou comentar as críticas.
Ao lado de Ciro, a ministra assistiu ao desfile no camarote oficial do governo de Pernambuco. Ela evitou declarações políticas e disse que não foi ao desfile em São Paulo porque errou a data, mas gostaria de ter ido ao evento porque "mantém com aquele estado uma relação civilizada". Dilma deixou Recife e segue para o carnaval de Salvador.


CAROLINA FREITAS - Agencia Estado
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SÃO PAULO - Com um visual informal, o governador de São Paulo e possível candidato do PSDB à presidência, José Serra, aproveitou a primeira noite do carnaval de São Paulo para fazer corpo a corpo com os foliões no Camarote Oficial no Sambódromo do Anhembi. Serra chegou ao sambódromo pouco antes da meia-noite vestindo camisa polo, calça cáqui e tênis. Ele foi recepcionado na entrada do camarote pelo presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Caio Luiz de Carvalho, e era esperado à beira da avenida, ainda dentro do camarote, pelo prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM).



Serra circulou entre os convidados cumprimentando a todos, além de distribuir sorrisos para as dezenas de fotos tiradas pelos foliões. Kassab, que mais cedo havia prometido andar pela avenida, recebeu do governador um breve abraço. Serra ignorou os pedidos dos fotógrafos para que posasse ao lado do prefeito, que enfrenta uma crise de imagem por conta das persistentes enchentes na cidade.



Entre os contemplados com um cumprimento do governador estava o juiz federal Fausto de Sanctis, responsável pelo processo da Operação Satiagraha. Acompanhavam o governador integrantes da cúpula da segurança do Estado, como o secretário estadual de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, e o delegado-geral da Polícia Civil, Domingos Paulo Neto, além dos secretários da Justiça, Luiz Antonio Marrey, e da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella. O governador não deu entrevista, mas respondeu aos jornalistas, em meio à folia, que pretende ir neste sábado ao Recife para participar do desfile do Galo da Madrugada. Depois de 20 minutos no meio dos foliões, Serra entrou em uma sala vip do camarote, onde estava até por volta das 0h30.

José Serra e Dilma Rousseff estão em Salvador

LUIZ FRANCISCO
Colaboração para o UOL, em Salvador
Os dois principais pré-candidatos à Presidência, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ministra Dilma Rousseff (PT), estão participando do Carnaval de Salvador na noite deste sábado (13). Depois de acompanharem o desfile do Galo da Madrugada esta manhã, em Recife, os pré-candidatos chegaram à capital baiana no começo desta tarde.
Agora à noite, acompanhado por toda a cúpula do DEM e do PSDB, José Serra vai acompanhar o desfile dos trios elétricos no camarote de Daniela Mercury. Já a ministra Dilma Rousseff, ao lado do governador Jaques Wagner, prestigia a saída do Ilê Aiyê, um dos mais tradicionais blocos afros da Bahia. 

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